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De mãe para mãe


Que nenhuma mãe tenha que se despedir de filhos levados pela lama da ganância.


Que nenhuma mãe se despeça de seus filhos olhando para uma máquina de garimpo.


Que nenhuma criança indígena sofra as consequências do peso da ganância do homem branco.


É dilacerante enquanto mãe perceber as discrepâncias que separam nossos Universos, enquanto algumas famílias sonham com futuros brilhantes, outras lutam para simplesmente EXISTIREM no AGORA.


Nenhuma mãe, pai, criança, anciã e família gostaria de deixar sua terra, seu plantio, seus filhos para estar marchando por seus direitos básicos.


Mas ESTÃO. Não há escolha. É URGENTE.


Que aprendamos sobre amor em ação, caminhando lado a lado com cada Ser Humano que não tem a esolha de caminhar por um futuro ou não - ou é isso ou não há.


A causa indígena é a causa de todos nós enquanto humanidade e não há mais tempo a esperar para que olhemos pra isso.


Ação.


Texto e Fotografia: Giulianne Martins, no Acampamento Terra Livre - Brasília - 2022, mulher e criança do povo Mundukuru marchando sujos de lama e tinta vermelha, representando a atual situação dos povos no Brasil.

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